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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Esperança, o horizonte de Pe. Zezinho,scj


Segue abaixo a descrição de Padre Joãozinho, do estado de saúde do nosso querido Padre Zezinho, durante sua recuperação após o AVC ocorrido em São José dos Campos no dia 19 de Setembro.
Para quem conhece seus livros e canções, sabe da Sabedoria e Fortaleza qual carrega dentro de si, porém fica aqui o meu pedido pessoal para que continuem orando pela saúde e recuperação deste Sacerdote tão importante na história da Igreja no Brasil e no mundo.
Confiram o que disse Padre Joãzinho durante sua visita...

"Muitas pessoas me perguntam como está a saúde de Pe. Zezinho, scj, que na semana passada sofreu um AVC isquêmico provocado pela diabetes. Hoje (alguns dias após o AVC)  tive a oportunidade de visitá-lo. Encontrei-o forte e bem disposto.
Seu ânimo está ótimo, apesar de conviver com alguns limites que ficaram do acidente vascular que sofreu. Naturalmente isso exige que ele permaneça sob atenta supervisão médica.
As visitas estão restritas para que ele tenha condições de repousar e seu organismo encontre os caminhos naturais para compensar as habilidades que ficaram comprometidas. E quais seriam exatamente estes limites?
O AVC não atingiu nenhuma função motora. Pe. Zezinho se movimenta e alimenta normalmente. Porém, não poderá dirigir por algum tempo e deverá, por prudência, andar acompanhado. Imagine que ele percebeu que algo estava acontecendo quando dirigia pelas ruas de São Paulo.Um confrade ao perceber isso o levou imediatamente para os médicos que o acompanham há anos, em São José dos Campos.
Pe. Zezinho permanece com sua habilidade e incrível criatividade musical inalterada. Está compondo belas melodias. Mostrou-me uma delas assoviando. Gravei. Sua maior dificuldade é pronunciar algumas palavras e articular as frases com a habilidade que conhecemos deste que é reconhecidamente um dos maiores comunicadores da Igreja Católica. Tem progredido na superação deste limite. Mas só o tempo poderá dizer a velocidade da recuperação.
Sua leitura é lenta, mas compreende exatamente o que lê.
Fala com coerência de ideias mas não é capaz de cantar de memória nenhuma de suas canções.
Difícil imaginar que algum católico não cante decor “Maria de Nazaré”. Pois o autor da canção neste momento não tem condições de fazer isso.
Outro limite bastante curioso é que ele lembra de todas as pessoas e sabe exatamente quem são e o que fazem, mas não é capaz de lembrar seus nomes.
Durante todo o tempo em que estive com ele não pronunciou meu nome. Aos poucos este lapso de memória parece estar sendo superado. Perguntei se ele está tendo novas e geniais ideias, dessas que diariamente partilha comigo e com outros confrades. Ele me falou de uns cinco projetos novos e de coisas que pensou nos últimos dias. Mas não consegue digitar nada disso em seu computador. Mais um limite.
Ele mesmo interpreta este momento como sua participação na cruz de Cristo.
Fiquei edificado pela coragem e determinação como que ele enfrenta tudo isso. Em nenhum momento manifestou tristeza ou lamento. Seu horizonte continua sendo a esperança.
Foi ferido em um ponto do tamanho da cabeça de um alfinete em seu cébrebro, mas seu coração continua do tamanho do mundo, como sempre.
Ao final da visita fiz um teste.
Estou devendo vários capítulos de um livro que estamos escrevendo juntos. A parte dele está pronta. Perguntei se eu estava devendo alguma coisa. Ele respondeu de supetão: “Vê se escreve logo os capítulos que você prometeu que os meus estão prontos”. Esqueceu os nomes, mas lembra muito bem das dívidas!"
Pe. Joãozinho, scj

Oremos!


Renato Emanuel

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Amar ainda é o melhor remédio

Você já deve ter se perguntado alguma vez: "E agora, o que eu faço??"
Diante de algum problema, um fim de namoro, um desemprego, uma doença em você ou em alguém que você ama ou até mesmo naqueles dias que o coração aperta e você sequer sabe o porque.
Eu poderia ficar aqui escrevendo inumeras frases prontas de motivação ou auto-ajuda para tentar te animar, e poderia postar a letra de uma música linda que no final você dissesse: "Nossa, parece que foi escrita para mim" entre tantas outras coisas, e tudo isso poderia até disfarçar sua dor, mas certamente não a curaria totalmente.
Existem pessoas que fazem de tudo para ganhar a confiança de uma pessoa espiritualmente frágil, pois sabem que alguém assim é capaz de muita coisa para sair do "buraco" que se tornou a sua vida, até mudar de religião, ou até mesmo abandonar a própria fé.
Mas mudar de religião ou abandona-la não ajuda, se o problema for a falta de amor nos outros e principalmente em si mesmo(a).
Não existe fórmula mágica de felicidade, não existe receitas prontas para ser feliz, pois cada pessoa é única e cada felicidade também é única.
Se você está sofrendo e alguém diz "Eu sei como você se sente" pode ser a pior forma de tentar te consolar. Por mais que alguém imagine a sua dor, naquele momento para você aquela é a pior dor do mundo e ninguém sabe o que você está sentido, ao menos você.
Alguns tentar ajudar tanto, que sem querer acabam machucando ainda mais, por não perceber que uma pessoa triste necessita de carinho e atenção, mas com uma certa dose de limites, caso contrário, a tentativa de cura se torna ainda mais mortal, já que a tentativa de carinho pode transformar-se em bajulação.
Amigo e bajulador são pessoas totalmente diferentes, e o que uma pessoa triste e/ou deprimida menos precisa é de um bajulador, alguém que apóie todas as suas atitudes incondicionalmente afim de que se sinta melhor, que se sinta apoiada e correta, mesmo em seus equivocos.
Já o amigo é necessário para dar o carinho certo, na hora certa e na medida certa, A diferença é extamente esta: O bajulador fala sempre o que se QUER ouvir, enquanto o amigo fala o que se PRECISA ouvir.
Mas uma coisa é certa, mais do que amigos e bajuladores, sair deste "buraco" depende principalmente de você, da sua capacidade de perdoar, da sua vontade de vencer, da sua gana em ser feliz e fazer os outros felizes, da sua coragem de lutar, da sua sede em não desistir, do seu desejo em orar, mas sobretudo na sua capacidade de amar incondicionalmente, porque no final descobrirá que AMAR AINDA É O MELHOR REMÉDIO.
"Jesus ORDENOU: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo".
Aí está a importancia do amor próprio. Para conseguir amar plenamente e de modo sadio a vida e as pessoas, é preciso sobretudo amar a si mesmo(a). Ama-se bem e amará bem aos outros, ama-se mal e mal amará alguém.
Já ouvir falar do efeito boomerang? O que fizer, pode voltar para você ou contra você!
O que você tem lançado junto de seu boomerang? Coisas boas ou más? Alegrias ou discórdias? Paz ou intrigas? Orações ou fofocas? Se o seu boomerang anda um pouco sujo, precisando ser limpado, talvez este seja o momento. Limpe-o e comece a lançar apenas coisas boas, sadias e alegres, pois certamente elas voltarão para você e com certeza te surpreenderão!
Este exemplo do boomerang também serve para aquelas situações onde você acha que o problema são os outros, o seu namorado, seu vizinho, seu chefe, seus amigos, seus pais. Eles precisam de você, tanto quanto precisa deles, e por isso não há motivo para alimentar intrigas com pessoas tão próximas. Todos saem perdendo. Aí está uma oima oportunidade para o milagre do Perdão, para ambos, tanto para quem pede quanto para quem perdoa, logo vemos o fruto da humildade.
Entre livros, musicas, pregações, homilias e consultas médicas (todos são válidos e fundamentais) no final descobrirá que "Amar ainda é o melhor remédio", não é o único... mas certamente é o melhor, para você e para aqueles que te amam!
Seja espiritualmente sadio(a), com coragem e fé.
Não se entregue a decepções, dúvidas e descrenças.
Vença seus problemas antes que eles te vençam.
Acima de tudo, não desacredite em Deus, pois ele jamais deixará de acreditar em você!
Não mude de Igreja, mude de atitude!
O importante não é como a sua Igreja é com você, mas como você tem sido com sua Igreja.
Ame incondicionalmente, pois Amar ainda é o melhor remédio!

Fique com Deus!

Renato Emanuel

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Quando a tristeza chegar (Pe. Zezinho, SCJ)


"Amigos na ansia de curar uma ferida, as vezes mexem nela de maneira errada, por melhor que seja um amigo pode sempre cometer erros na receita, na escolha da pomada, ou no jeito de curar uma ferida, depois passa a vida toda pedindo desculpas porque errou, foi estabanado e machucou ainda mais.
E é por isso que muitos amigos fogem e preferem não ajudar, assustam-se com a dor de um amigo, por medo de errar omitem-se, dizem algumas palavras bonitas e fazem de tudo para não se envolver, mandam para outros, não querem ver, nem fazer o curativo porque tem medo de gente machucada... não sabem o que fazer por uma pessoa triste, mas um bom amigo pelo menos tenta.
Não há pedras, nem chaves, nem pó, nem pulseiras mágicas de felicidade, e os que inventam ou vendem estas coisas, fazem isto por saber que as pessoas inseguras, machucas e sofridas as vezes fazem qualquer coisa para sair da sua angustia, até mudar de religião. Mas qualquer coisa não liberta da angùstia, precisa ser o sentimento certo com a pessoa certa e a noção certa de pessoa.
O que uma pessoa que sofre de angustia (depressão) mais quer é uma resposta, preferivelmente em forma de amor.
Não posso ser feliz por você, mas posso ser feliz perto de você e de tal maneira, nem que seja por osmose, eu passe um pouco de minha alegria para você.
Desculpe-me de antemão se eu disser ou fizer alguma coisa errada, mas eu quero ajudar... eu não vou impor minha religião, ou minha idéias nem meu jeito de ser a você, eu vou respeitar seus caminhos mas vou navegar por perto, e se precisar grite por ajuda.
Nem perguntei se você acredita ou não em Deus, ou se conhece ou não a história de Jesus, mas se apesar de suas dores e tristezas, ainda crê em Deus, experimente conversar com ele... Ele ouve!"

Trecho tirado do CD falado:
"Quando a tristeza chegar... Para as horas difíceis da vida."
Pe. Zezinho, SCJ

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Confissão, Sacramento de Cura

A confissão, reconciliação, sacramento da penitência ou sacramento do perdão é um sacramento que envolve a remissão de pecados perante um padre (presbítero) ou bispo que neste momento atua em nome de Cristo, e o recebimento do perdão divino das faltas confessadas e de uma penitência (reparação de danos causados pelo pecado). É praticado na Igreja Católica, na Igreja Ortodoxa e em algumas comunidades religiosas da Igreja Anglicana. A Igreja Católica pune automaticamente com excomunhão qualquer sacerdote que revelar o que lhe foi dito em confissão.


Na Bíblia
Jesus Cristo cedeu aos doze apóstolos o poder de perdoar os pecados (Jo 20,21-23). São Paulo posteriormente adverte da necessidade e da origem deste sacramento (2Cor 5,18). As Igrejas cristãs que praticam a confissão ensinam que este poder foi transmitido ao clero, que pode ser visto como os sucessores espirituais dos Apóstolos, que continuariam a transmiti-los. O poder de perdoar os pecados, porém, não deve ser conferido a qualquer um (1Tm 5,22), ainda que o valor deste sacramento não dependa da santidade pessoal do sacerdote (Rom 5,11), pois o objetivo é evitar escândalos causados por pessoas despreparadas, que não compreendam este sacramento em sua totalidade (1Tm 4,14).

Arrepender-se é preciso
Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica 297, além do perdão dos pecados conferido pelo Batismo, é necessário o sacramento da penitência "porque a nova vida da graça, recebida no Batismo, não suprimiu a fragilidade da natureza humana nem a inclinação para o pecado (isto é, a concupiscência), Cristo instituiu este sacramento para a conversão dos baptizados que pelo pecado d’Ele se afastaram."
Os atos do penitente são "um diligente exame de consciência; a contrição (ou arrependimento), que é perfeita, quando é motivada pelo amor a Deus, e imperfeita, se fundada sobre outros motivos, e que inclui o propósito de não mais pecar; a confissão, que consiste na acusação dos pecados feita diante do sacerdote; a satisfação, ou seja, o cumprimento de certos actos de penitência, que o confessor impõe ao penitente para reparar o dano causado pelo pecado."
"Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão."
Resumidamente, a penitência desempenha a função de perdoar os pecados do indivíduo, e assim alcançando a absolvição ou o perdão de Deus.

Penas temporais
Mas, o perdão obtido pela Reconciliação não significa a eliminação total das penas temporais, ou seja, do mal causado como consequência do pecado já perdoado, necessitando por isso de obter indulgências e de praticar as boas obras, a fim de reparar o mal cometido pelo pecado. Se as penas temporais ainda não forem eliminadas durante a vida terrena, as pessoas que as têm necessitam de uma purificação no Purgatório, antes de entrar no Paraíso.

Indulgências
A indulgência é a eliminação total ou parcial das penas temporais do cristão devidas a Deus pelos pecados cometidos, mas já perdoados pelo sacramento da Confissão, na vida terrena. A existência das indulgências é a consequência da crença católica de que o perdão obtido pela confissão não significa a eliminação das penas temporais, ou seja, do mal causado como consequência do pecado já perdoado, necessitando por isso de obter indulgências e praticar as boas obras, a fim de reparar o mal que teria sido cometido pelo pecado.

Recebendo indulgências
Entre as práticas que levam o cristão a obter uma indulgência, há, por exemplo, a reza do Santo Rosário, os Exercícios Espirituais de St. Inácio de Loyola, a leitura piedosa das Sagradas Escrituras, o uso e devoção ao Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, a visita ao Santíssimo Sacramento durante pelo menos 30 minutos, bem como o uso constante de um objeto de piedade, devidamente benzido pelo Sumo Pontífice ou por um Bispo ou ainda por um padre (crucifixos, medalhas bentas, etc.). Além disso, certas orações aprovadas pela autoridade eclesiástica também conferem indulgências, são algumas delas:

"Nós vos damos graças, Senhor, por todos os vossos benefícios. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém".
Santo Anjo (oração ao Anjo da Guarda).
Angelus, Regina Caeli.
Alma de Cristo.
Creio.
Ladainhas aprovadas pela Igreja.
Magnificat.
Lembrai-vos.
Miserere.
Ofícios breves: Ofícios breves da Paixão de Cristo, Sagrado Coração de Jesus, da Santíssima Virgem Maria, da Imaculada Conceição e de São José.
Oração mental.
Salve Rainha.
Sinal da Cruz.
Veni Creator.
Santo Rosário.

Das primeiras formas de indulgências às que temos hoje em dia houve grandes modificações, visto que as antigas eram muito mais físicas, o que impossibilitava o cumprimento pelas pessoas mais idosas.
Existe um livro recém lançado - Indulgências - Esse tesouro é seu!, do Pe. Ernani Maia dos Reis (prior do Mosteiro Santíssima Trindade) que explica o que são as indulgências de modo extremamente simples e ainda tem uma lista de práticas indulgenciadas

Exame de consciência
O exame de consciência, que serve para o pecador rever e deliberar sobre os pecados cometidos e também as boas obras praticadas, é baseado nos Dez Mandamentos, que é a base mínima da conduta moral correta de qualquer católico:

1º - Amar a Deus sobre todas as coisas.
2º - Não invocar o Santo Nome de Deus em vão.
3º - Guardar domingos e festas de guarda.
4º - Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
5º - Não matar (nem causar outro dano, no corpo ou na alma, a si mesmo ou ao próximo).
6º - Guardar castidade nas palavras e nas obras.
7º - Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
8º - Não levantar falsos testemunhos.
9º - Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
10º- Não cobiçar as coisas alheias.

A confissão e a Igreja
Sobre este sacramento, Bento XVI disse: "O Sínodo lembrou que é dever pastoral do bispo promover na sua diocese uma decisiva recuperação da pedagogia da conversão que nasce da Eucaristia e favorecer entre os fiéis a confissão frequente. Todos os sacerdotes se dediquem com generosidade, empenho e competência à administração do sacramento da Reconciliação, limitando a prática da absolvição geral exclusivamente aos casos previstos, permanecendo como forma ordinária de absolvição apenas a pessoal."
Por isso, o fiel, ciente de que deve se confessar pelo menos uma vez por ano pela Páscoa da salvação, ao receber a absolvição deve ficar atento à fórmula da absolvição, quando o presbítero diz que o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão e que Ele realiza a reconciliação dos pecadores pela Páscoa do seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da oração e do ministério da Igreja.

Como fazer uma boa confissão?
Após um meticuloso exame de consciência para a confissão, por meio da oração e do exame de consciência, o fiel aguarda pacientemente a sua vez, invocando para si e para o próximo a luz do Espírito Santo e a graça de uma conversão radical. Aproximando-se do sacerdote no confessionário, ele faz o sinal-da-cruz e deve iniciar a confissão dizendo: "Padre, dai-me a vossa bênção, porque pequei". Em seguida, com a maior precisão possível, diz o tempo transcorrido desde a última confissão, seu estado de vida (celibatário, casado, viúvo, estudante, consagrado, noivo ou namorado...) e se cumpriu a penitência recebida da última confissão. Pode ainda levar ao conhecimento do confessor os acontecimentos nos quais se sentiu particularmente perto de Deus, os progressos feitos na vida espiritual. Segue-se a confissão dos pecados, com simplicidade e humildade, expondo os fatos que são transgressões da lei de Deus e que mais intensamente pesam na consciência.
Primeiro, são confessados os pecados graves ou mortais, conforme sua espécie e número, sem perder-se em detalhes e sem diminuir a própria responsabilidade. Para se obter um aumento da graça e força no caminho de imitação de Cristo, confessam-se também os pecados veniais. Depois, dispõe-se a acolher os conselhos e advertências do confessor aceitando a penitência proposta. O penitente reza o ato de contrição e o sacerdote pronuncia a fórmula da absolvição. Ele despede-se do sacerdote respondendo à sua saudação: "Demos graças a Deus", e então permanece um pouco na Igreja agradecendo ao Senhor.

Exemplos de Ato de Contrição para o final da Confissão
O Ato de Contrição é uma oração que expressa a tristeza pelos pecados realizados, reconhecendo o pecado como um mal em sua vida, renunciando-o definitivamente.

“Meu Deus, tenho muita pena de ter pecado, pois ofendi a Vós e mereci ser castigado. Meu Pai e Salvador, perdoai-me, não quero mais pecar. Amém.”


"Meu bom Jesus, crucificado por minha culpa, estou muito arrependido por ter feito pecado, pois ofendi a vós tão bom, e mereci ser castigado neste mundo e no outro; mas perdoai-me, Senhor, não quero mais pecar. Amém."


“Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração de vos Ter ofendido, porque sois tão bom e amável. Prometo firmemente, ajudado com a vossa graça, fazer penitência e fugir às ocasiões de pecado. Amém”.

Considerações finais
Todo Católico é chamado de forma muito especial, a confessar-se na Semana Santa, num tempo específico de conversão. A confissão é um grande instrumento de Fé, Conversão e Renovação para o Cristão por Amor de Cristo em sua Páscoa, que é passagem do pecado para a vida da Graça.
Mas não só na quaresma, ou na Semana Santa, porém a todo momento somos chamado a receber este Sacramento que nos reconcilia com Deus, Sacramento que cura o coração ferido pelo pecado e renova a chama da certeza do Amor de Deus por nós em sua misericórdia.

Renato Emanuel

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O tempo, a cura e a cicatriz

O tempo...
...dos muitos remédios que conhecemos, certamente um dos mais poderosos senão o mais poderoso é o tempo.
O tempo é o "calmante" espiritual qual Deus trabalha em nós a capacidade em absorver as dores e solucionar os problemas.

A dor da perda de alguém que amamos por exemplo. Não há remédio, nem palavras, nem gestos que possam curar tal dor, pode talvez alivia-la, mas curar não! O melhor remédio para a cura de uma perda é sem duvida, o tempo!

É nele que Deus age. Em meio ao tempo, as feridas que antes doiam, se tornaram cicatrizes que ainda insistem em permanecer na pele para jamais nos esquecermos de como nos machucamos, como sofremos de modo a não voltar a se machucar da mesma forma!

Esta é importância das cicatrizes em nossas vidas, é o vestigio da cura que Deus opera em nossas vida para que não nos esqueçamos quão doloroso pode ser uma ferida, mas que no fim, elas sempre cicatrizam e deixam de doer.
 
Não é uma tarefa fácil conviver com a dor, mas é preciso. Menos dificil conviver com uma cicatriz, não é algo bom de se ver, mas doer já não dói mais.
 
Neste momento nos pegamos sempre num pensamento que no fundo é muito mais uma oração: "Vai passar, sempre passa...no fim das contas a gente sabe que vai passar!"
 
Renato Emanuel

Ele Ressuscitou! Aleluia, pois Ele Vive!

Homenagem da Juventude Católica a João Paulo II, inesquecível!

E você? O que faria? (Ative a legenda em Português na barra do video)