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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Saudade de Deus

Você já sentiu Saudade de Deus?

Esta pergunta pode parecer estranha para uns, já para outros nem tanto.
Primeiro vamos entender como funciona a saudade.

Saudade no dicionário:

Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes, acompanhada pelo desejo de tornar a vê-las”


Ótimo, mas isso é descrição e não definição.
Definir saudade é muito mais que isso; definir saudade é ausentar-se da plena satisfação e reconhecer que lhe falta alguma coisa, que lhe falta alguém, e isso nem sempre é fácil...reconhecer a saudade dentro de si próprio as vezes lhe custa a humildade de reconhecer que você está incompleto.

As vezes para perceber a existência de uma saudade dentro de você, é necessário que haja um choque entre seu desejo e sua satisfação para que enfim reconheça...”Sinto saudades”.

Pois bem, estou efetivamente em Missão na Igreja a quase 10 anos, este tempo foi suficiente para aprender que “sentir saudades de Deus” é um dos passos importantes de uma conversão. Para que você se mantenha próximo Dele, as vezes é necessário entender que não existe plena satisfação longe do Amor de Deus, mesmo para aqueles que participam ativamente de trabalhos na Igreja, independente do tempo de caminhada, membros e coordenadores de pastorais ou movimentos, não importa... a saudade de Deus é um grande bem ao coração de um Cristão. Fortalece o desejo de querer estar por perto, já para aqueles que encontram dificuldades em se manter firmes na caminhada, a saudade de Deus é o primeiro passo para o Recomeço.

Mesmo que você pense: “Não tenho porque sentir saudades de Deus, pois estou sempre perto dele” saiba que nossa vida é uma conquista diária, pois o amanhã não é uma promessa a ninguém, temos que conquistá-lo a cada momento, portanto sempre devemos afirmar que nossa conversão deve ser diária, constante e objetiva. A saudade de Deus é possível e benéfica também para aqueles que se julgam próximos de Deus suficientemente capazes de não sentir saudades.

A saudade de Deus não precisa nem deve ser longa (embora seja para alguns), ela pode surgir num minuto de stress no trabalho, na escola, em casa, com os amigos. A saudade de Deus pode aparecer numa decepção amorosa, profissional ou até mesmo em decepções dentro da própria Igreja, onde nosso coração magoado tende a ceder e num impulso a buscar outros caminhos para aliviar sua dor...neste momento a saudade de Deus deve falar mais alto.

Enfim, todos estamos sujeitos a sentir esta Abençoada Saudade que nos ajuda a caminhar renovados e juntos do Pai, e quem já experimentou esta saudade sabe bem do que estou falando, quem acha que ainda não experimentou... aproveite quando ela aparecer e faça o que seu coração mandar...vá “Matar sua saudade”...saudade de Deus!
Paz!

Renato Emanuel

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Enquanto isso no Twitter...

"Nossa #vida não tem sentido algum, se o objetivo final não for o abraço de #DEUS!"



"O medo de #sofrer, não pode privar-lhe do direito de ser #feliz"


"Eis que estarei contigo para te guardar onde quer que fores e não te abandonarei sem ter cumprido o que te prometi" GEN 28,15


"Façam bem suas #escolhas, e elas farão você"


♫"A #Vida é uma questão...o #Amor é a resposta"♪


"A #Fama é passageira, quando junto dela não caminha o Dom da #arte!"


"Pessoas buscam desculpas e culpados para explicar o porque de se afastarem das coisas de #Deus. Nada justifica o seu "não" a Ele!"


"Se o Google tradutor nos "faz" Poliglotas, sejamos, pois Deus não deve se restringir apenas a uma Nação, ainda mais em tempos de Internet!"


Estas são algumas frases postadas em meu TWITTER,
http://twitter.com/RenatoEmanuell

Fica com Deus!

Renato Emanuel

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ser Católico e não apenas "estar" Catolico!

Qual Católico que vive intensamente a sua Fé que já não teve estes momentos de "adoradores de imagens e de santos", de "adoradores de Maria", "idólatras", "pecadores", "Blasfemadores", "batizadores de criancinhas" entre outros?
Infelizmente muitos Católicos não buscam uma melhor formação Bíblica, ou formação sobre o Catecismo da Igreja Católica e alguns irmãos separados se aproveitam desta fragilidade de formação para tentar convencer alguns Católicos de suas apostasias e de seus fundamentalismos bíblicos.O que mais dói é que muitos são os Católicos que aderem a esta persuasão unica e exclusivamente por falta de formação.

Se os Católicos fossem melhores formados desde a catequese até a vivencia adulta de sua fé, certamente os Testemunhas de Jeová entre outros Protestantes teriam receio de bater palma na casa de alguém que tivesse conhecimento do Catecismo e não tivesse medo de defender sua fé.
Mas infelizmente o que se vê são pessoas sem argumentos se escondendo dentro de casa quando vê testemunhas de Jeová chegando perto. Abaixam o som da TV ou do rádio, ficam em silencio com cortinas e janelas fechadas para pensarem que não tem ninguém...o que na verdade parece engraçado é muito triste.

Fiz muito isso quando adolescente sem formação, mas depois que passei a buscar conhecer melhor o Catecismo, tomei coragem e certo dia, testemunhas de Jeová me abordaram no portão de minha residência comumente em um belo Sábado pela manhã, tentaram me oferecer um livreto sob a condição de ouvir o que tinham a dizer, pedi licença para que esperassem eu buscar a biblia, o Catecismo, o Código do direito canônico entre outros livros e logo os convidei para entrar em minha casa, pois eu possui outros materiais para que pudessemos "dialogar", por algum motivo, de repente eles decidiram por voltar outro dia para continuar a conversa alegando outros compromissos... já faz mais de 5 anos que estou esperando e até agora não voltaram, e todas as vezes que passam em minha rua, sequer chegam perto do portão de minha casa...isso sim é engraçado!

O Padre Zezinho com suas canções e livros é um grande formador e incentivador da fé católica sempre respeitando o Ecumenismo e o diálogo Inter-religioso entre as pessoas.
Se sua diocese oferece formação, faça. Se não oferece, peça que ofereça!
Tenha em casa um Catecismo da Igreja (CIC) e leia sempre que puder.
Eu espero um curso formal em minha Paróquia, assim como espero em todas as Paróquias do Mundo, não para aprender a vivenciar a Palavra de Deus apenas, e sim vivenciar nossa Doutrina, qual é inteiramente alimentada e alicerdada no Evangelho.

É importante livretos de Padres e religiosos entre outros para auxilio da vivencia de uma Espiritualidade, mas isso em nenhum momento pode nem deve substituir uma formação doutrinária, cujo o objetuvo principal é conhecer nossa própria fé.
Para se vivenciar de modo Pleno a Palavra, é preciso sobretudo conhecer o coração de nossa Igreja, seu Catecismo.
Conhecimento e formação Catequética não é só importante...é ESSENCIAL!

O fato de não se apegar a esta essencialidade, coloca-nos sob o risco de vivermos o perigoso fundamentalismo que alimenta dia-a-dia o Protestantismo, desde seu inicio.
Cada qual "vivencia a Palavra de Deus a seu modo" sem qualquer orientação ou conhecimento da doutrina.
Mantenho o apelo, de que precisamos sobretudo de Catequistas preparados, pois a eles cabem a responsabilidade de alimentar a esperança do Catolicismo em nossa juventude, é isso ou estaremos nós fingindo que Evangelizamos e nossos jovens fingindo que estão sendo Evangelizados, e continuaremos com a Crisma sendo apenas uma formatura na Igreja, regada depois de muito churrasco e cerveja na casa dos Crismados!

O Catolicismo tem sido alvo de todos os tipos de ataques, inclusive e principalmente de membros de Igrejas Protestantes. Nossos "irmãos separados" preferem gastar seu tempo em atacar a Igreja católica e seus fiéis, ao invés de tentarem converter àqueles que estão vivendo à margem do Evagelho e longe da Luz do Espirito Santo. Rivalidade e revanchismo barato em busca do status de maior, melhor e verdadeiros mensageiros do Evangelho, mas não devemos nos ater a isso, pois mesmo a Igreja já sabe que os dias vindouros não serão nada fáceis.

Vejam o Parágrafo 675 do Catecismo da Igreja Católica.
"Antes do advento de Cristo, a Igreja deve passar por uma provação final que abalará a fé de muitos crentes. A perseguição que acompanha a peregrinação dela na terra desvendará o "mistério de iniquidade (perversidão)" sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas, à custa da apostasia (negação) da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, de um pseudo-messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de seu Messias que veio na carne"

A Igreja Católica não tem perdido fiéis para outras Igrejas, estes nunca foram fiéis.
Os fiéis da Igreja católica estão nela e nela hão de permanecer até o ultimo dia de vida. A Igreja com sua doutrina sempre fiél ao Evangelho separa naturalmente o joio do trigo, é a poda dos galhos secos.
Dizer que mudou de religião porque não encontrou Jesus na Igreja católica sem nunca te-lo buscado realmente é um dos maiores absurdos que uma pessoa comete quando procura desculpas e culpados pela sua falta de fé!
Na grande maioria das vezes, pessoas que jamais buscaram conhecer a fundo o catecismo da Igreja Católica e se deixou levar pelo conformismo e comodidade da sua hora semanal de Missa!
Católico formado e informado é católico preparado!

Vigiai e orai!

Renato Emanuel

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O tempo, a cura e a cicatriz

O tempo...
...dos muitos remédios que conhecemos, certamente um dos mais poderosos senão o mais poderoso é o tempo.
O tempo é o "calmante" espiritual qual Deus trabalha em nós a capacidade em absorver as dores e solucionar os problemas.

A dor da perda de alguém que amamos por exemplo. Não há remédio, nem palavras, nem gestos que possam curar tal dor, pode talvez alivia-la, mas curar não! O melhor remédio para a cura de uma perda é sem duvida, o tempo!

É nele que Deus age. Em meio ao tempo, as feridas que antes doiam, se tornaram cicatrizes que ainda insistem em permanecer na pele para jamais nos esquecermos de como nos machucamos, como sofremos de modo a não voltar a se machucar da mesma forma!

Esta é importância das cicatrizes em nossas vidas, é o vestigio da cura que Deus opera em nossas vida para que não nos esqueçamos quão doloroso pode ser uma ferida, mas que no fim, elas sempre cicatrizam e deixam de doer.
 
Não é uma tarefa fácil conviver com a dor, mas é preciso. Menos dificil conviver com uma cicatriz, não é algo bom de se ver, mas doer já não dói mais.
 
Neste momento nos pegamos sempre num pensamento que no fundo é muito mais uma oração: "Vai passar, sempre passa...no fim das contas a gente sabe que vai passar!"
 
Renato Emanuel

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Namoro ou amizade?

É namoro ou amizade?

A espera sempre é o preço e a certeza da felicidade

Fazem parte do processo de amadurecimento humano as muitas dúvidas e as muitas perguntas que nos fazemos. Quando se trata de relacionamento, então, isso só aumenta. Ao conhecermos alguém e começarmos a nos aprofundar em uma amizade, chega um momento em que os sentimentos se confundem e a velha pergunta é feita no interior do nosso coração: "É namoro ou amizade?" O problema não está em se questionar, mas em querer obter respostas imediatas. Quem não espera o tempo certo da resposta e se precipita, não só corre o risco de perder uma boa amizade como também pode colocar a possibilidade de um bom namoro a perder.

Quando se trata de sentimento, as confusões interiores são naturais. Nosso coração, muitas vezes, é território desconhecido e surpreendente. A cada nova experiência ele age de maneira inusitada, nos desconcertando e nos deixando sem saber como agir. Não há uma regra no que se refere a sentimento e a relacionamentos, só a prudência no parar, esperar, observar para depois agir.

Toda amizade passa por fases de maturidade, as quais vão se desenrolando à medida que nos aproximamos da outra pessoa. Dentre essas fases, uma delas é conhecida pelas pessoas mais requintadas como "enamoramento", mas nós preferimos chamá-la de "paixão", cuja definição mostra bem os sentimentos que são vividos nesse momento: sentimento forte; designa amor, atração, acentuada predileção, etc. Quando nos aproximamos de alguém, nos tornamos amigos – seja de um homem ou de uma mulher – existe aquele momento de querer estar sempre perto, de saber e participar da vida do outro, das suas lutas, dos seus desejos, de querer bem, de se importar com tudo o que ele vive, de cuidar, de amar de forma concreta. É justamente dessa fase, completamente espontânea em qualquer amizade, que nós estamos falando.

É nesse momento do relacionamento que a pergunta surge e começamos a nos questionar, o que é muito natural, principalmente quando diz respeito a uma amizade entre um homem e uma mulher. Mas se tentamos, já nesse estágio, dar respostas a esse questionamento podemos colocar tudo a perder. Isso acontece porque a paixão é comum tanto nas amizades, quanto nos relacionamentos amorosos, o que pode confundir o nosso coração. Mas então como discernir?

A primeira coisa é deixar esse tempo de intensas emoções passar. Deixar que o tempo seja o nosso melhor amigo e nos mostre a vontade de Deus para esse relacionamento. Só quando a poeira das emoções fortes abaixa é que conseguimos enxergar as coisas como realmente são. Depois disso vemos a pessoa como verdadeiramente ela é, sem impressões imediatistas, percebendo seus defeitos e reforçando as suas qualidades. É nesse momento que vamos parar, ponderar e, muito sinceramente, buscar em Deus uma resposta, para só então agir.

Quando não se vive esse processo de maneira tranquila e sadia, muitos problemas aparecem. Uma amizade que tinha tudo para dar certo, para fazer duas pessoas crescerem juntas, pode ser jogada no lixo pela pressa em responder aos questionamentos interiores. E, com isso, sempre alguém sai ferido por se sentir usado, por se desiludir com a outra pessoa e achar que tudo não passou de simples interesse.

Todo bom namoro começa com uma boa amizade. Mas nem toda boa amizade termina em um bom namoro. É preciso muita prudência, muita calma e paciência. Quem vive este tempo de forma madura acaba colhendo os melhores frutos do relacionamento. O namoro gerado pela amizade é sadio, sem ilusões ou precipitações, pois as pessoas lutaram para se conhecer antes de tomarem qualquer atitude. Por outro lado, se o relacionamento permanecer como uma boa amizade, o conhecimento adquirido e a maturidade alcançada pelos amigos vão gerar muito respeito, confiança e liberdade entre os dois. Em ambos os casos, a espera sempre é o preço e a certeza da felicidade.

Talvez você esteja com esse questionamento no seu coração. O relacionamento com alguém muito especial está levando você a se perguntar sobre a vontade de Deus para determinada amizade. Pare, espere, observe, reze e só então aja. Não queira se juntar ao grupo cada vez maior de pessoas frustradas em tantos relacionamentos, pois confundiram as coisas e trocaram os pés pelas mãos. Não se deixe levar pelo borbulhar de seus sentimentos, mas espere tudo se acalmar em seu interior para que você possa discernir bem a vontade de Deus e não colocar tudo a perder. Entretanto, é bom lembrar que essa espera e esse discernimento precisam acontecer de ambas as partes.

Ninguém ama sozinho nem convence o outro a amar. Por isso é preciso deixar passar a fase da paixão em ambos os corações, para então buscarem juntos – e em Deus – uma resposta coerente.
Quem em suas amizades soube viver tudo isso de forma serena e acertada, hoje pode testemunhar, pelos frutos, a realização plena da vontade de Deus. Por isso saiba esperar para depois responder a essa pergunta. Se é namoro ou amizade só o tempo vai responder, por isso, pague o preço da felicidade: espere!

Renan Félix
renan@geracaophn.com
Seminarista da Comunidade Canção Nova, reside atualmente em Cachoeira Paulista (SP).

Fonte: site da Canção Nova

Esta postagem foi enviada pela amiga, irmã e colaboradora do blog Rubiana Aparecida
Acesse: http://rubianacastidadequemamaespera.blogspot.com/

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Rasgando o verbo!

Meus amigos e irmãos na fé, a muito tempo não escrevia nada no blog porque realmente não estava mais com inspiração para isso; não que eu não tivesse motivos, pelo contrário, mas aquela velha história de "Evangelização pela Net" me pareceu não ser tão eficiente e isso me desmotivou um pouco.
Percebi que muitos irmãozinhos se preocupam mais em estar em evidencia através dos blog's e se preocupam menos em Evangelizar. Buscam mais status do que alma. Isso realmente me deu uma desmotivada.
O problema é que os fatos vão acontecendo em nosso dia-a-dia e comecei a perceber que este blog na verdade me serviria também como uma valvula de escape para "rasgar o verbo" em relação a muita coisa que tenho visto e ouvido principalmente em questões que envolvem a nossa fé Católica.
CANSEI!!!! A verdade é esta. Eu estou cansado de ficar ouvindo muitas besteiras sobre o catolicismo e insistir apenas na paciencia para me calar. CHEGA!
Não vou mais ficar calado, agindo como bom moço para não desagradar ninguém e ver minha Igreja sendo massacrada pela mídia e por pessoas mal-amadas e mal instruídas na fé.
A verdade é que muitas pessoas que se dizem Católicas não estão tomando parte em nada e ficam vendo a Igreja sendo bombardeada sem mover "1 unico palito" para defender a fé, ou pior, por falta de formação começam a se deixar influenciar por reportagens totalmente mal elaboradas e parciais com a finalidade unica e exclusiva de denegrir a imagem da Igreja católica Apostólica Romana.
É vergonhoso, mas e verdade que falta muito para que muitos católicos compreendam a importancia de se defender a nossa fé, não deixar que as pessoas falem o que querem sem que nós possamos dar nossa opinião fudamentada no Catecismo.
Pessoas que odeiam a Igreja falam de aborto com a maior naturalidade como se fosse comum este ato impensado e como se a Igreja fosse retrógrada e conservadora por não compreender este ato ridiculo de homicidio covarde contra  a vida e contra a natureza Divina.
Pessoas que querem o fim da Igreja Católica falam de Padres pedofilos como se só existissem dentro da Igreja católica. Claro que é escandaloso, claro que é digno de punição civil, claro que todo pedofilo seja Padre, Pastor, Politico, Médico, Advogado, ou qualquer outra função, deve responder por esta imbecilidade, mas é incrivel como a proporção é diferenciada quando o criminoso é um Padre católico.
Agoram tentam fortalecer na sociedade a idéia de que a culpa é da Igreja e seu Celibato na criação de padres pedofilos, ou bebados, ou que se casam, ou padres que roubam ou são viciados...
Meus amigos, a Igreja é Santa e pecadora e jamais negou isso. O que o mundo (mídia e outros perseguidores da doutrina católica) precisa entender e respeitar é que nossa doutrina não foi criada da noite para o dia nem escrita por qualquer pessoa; que nossa vivencia de fé não se baseia em livros de pessoas que dizem receber mensagens do além, ou de ET's; Nossa doutrina não foi formulada pelas mãos de alguém que brigou com um irmão da Igreja e decidiu criar uma outra Igreja onde as pessoas seguiriam a idéia dele...NAÃO!!!!
Nossa doutrina nasceu do coração de Deus desde o sempre, e aos poucos ela foi se revelando aos homens até atingir a plenitude de sua relelação na pessoa de Jesus Cristo, fundador único de nossa Igreja, mentor de nossa doutrina a mais de dois mil anos atrás, e decidiu que a mesma deveria ser Sucedida por pessoas escolhidas através da Ação do Espirito Santo ao longo dos anos de modo que essa doutrina pudesse ser vivida e defendida até o fim para Honra e Glória de Deus.
Agora aparece aos montes pessoas que se acham dono da verdade dizendo que a Igreja deve se moldar ao tempo e as pessoas??? ESQUECE!
Se quiser, o tempo e as pessoas que se moldem a Igreja.
A Igreja já errou muito no passado, mas não na doutrina que defendia, e sim no modo de aplica-la. Justamente por isso vimos por diversas vezes nosso Santo Padre o Papa João Paulo II pedir perdão a humanidade pelos erros cometidos pela Igreja no passado quando aplicava  de maneiras erroneas a vivencia da fé e da doutrina.
Quer saber de uma coisa?
A Igreja é isso aí, as pessoas queiram ou não.
Quem quiser ser Católico deve saber destas coisas e saber de qual lado ficar e como argumentar, e quem não quiser ser Católico tenha a certeza de que nada do que disserem, nada do que fizerem fará que a Igreja perca sua autoridade, sua veracidade, sua autenticidade e sua Graça.
Não adianta a midia, empresas, grupos radicais ou protestantes tentarem contra ela, ela não cai. Ela não muda. Ela não morre!!!!
Quem quiser ser católico, atenda este chamado, defenda sua fé como se defendesse sua vida; Não se deixe guiar por cegos na escuridão alimentados por mágoas, decepções ou ódios de outrora.
Tem pessoas ruins na igreja? Muitas.
Tem pessoas que decidiram se esconder por trás de uma batina por comodidade ou fuga? Inumeros.
Tem pessoas que fazem fofocas, intrigas, atritos, "leva e traz" trabalhando em pastorais? Está cheio.
Mas eu digo a você meu irmão, minha irmã que se deu ao trabalho de ler este desabafo até aqui... sua fé pode ser firmanda em ninguém, a não ser em apenas 3 pessoas: DEUS PAI, DEUS FILHO E DEUS ESPIRITO SANTO...as três pessoas da Santissima Trindade e ninguém mais.
Se firmares tua fé no próximo, você pode cair se ele vier a cair;
Você deve sim, por amor a estas três importantes pessoas que citei e por amor a si mesmo(a), optar por decidir qual caminho escolher
"Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado" Eclo 15,17s.
Não é fácil decidir pelo caminho correto, cansamos de ouvir: "O fardo é pesado", "A Porta é estreita", "A Messe é grande e poucos são os operários", "Tome cada um a sua cruz e me siga"...entre tantas outras coisas e fica a pergunta: Depois de tudo isso, porque devo optar por isso?
A resposta de todas as coisas é sempre a mesma...o Amor!
Neste caso o maior dos amores, o Ágape! A promessa da vida eterna, da felicidade plena...se isso não é suficiente para você, é hora de repensar sua vida.
Me sinto tomado por uma fúria semelhante a que Jesus teve ao exortar aqueles que faziam do templo uma casa de perdição
"Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome (Sl 68,10)" Jo2,15ss
Devemos agir com prudencia e serenidade, movidos sempre pelo Espirito Santo, mas isso não deve ser donfundido com CONFORMISMO e achar que todos podem falar o que quiser da Igreja Católçica e sua doutrina sem que eu tenha o meu direito de defende-la.
A Juventude Católica precisa começar a tomar a coragem de defender a fé como nunca o fez, não abaixar a cabeça para tudo que dizem, temos o Espirito Santo, o mesmo que desceu sobre os Apostolos, o mesmo que estava com Paulo e o mesmo que habita em nossa Igreja, um Espirito de coragem, de sabedoria, de fortaleza, de inteligencia entre outros.
É hora da Juventude começar a tomar mais atitude e lembrar do que disse Jesus:
"Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, tereis aflições; mas tende bom ânimo; Coragem! Eu venci o mundo" - João 16,33
É com este Espirito de Coragem que eu peço, imploro que você tenha a certeza de sua fé e a defenda quando sentir necessidade.
Não discuta religião, não compensa, não leva a nada...mas nunca deixe esconda o seu ponto de vista sobre qualquer assunto sempre tendo em mente a fé.
Na escola, no trabalho, na rua, em casa, com os amigos... Evangelize com a vida, e mantenha sempre acesa em ti a luz de Cristo, e a certeza de seu chamado.
Estude o Catecismo, ele é infinitamanete rico, e muitas besteiras são ditas sobre a Igreja por pessoas que jamais tiveram o interesse ou ao menos a boa vontade de conhece-lo;
Seja qual for o assunto, aborto, celibato, confissão, camisinhas, pilulas, pedofilia, imagens, adoração, veneração, santos, Nossa Senhora...seja qual for o assunto...lembre-se sempre de mirar seus olhos na Cruz, no Sagrado Coração de Jesus e nos braços abertos de Nossa Senhora, Mãe e intecessora nossa.
Uma famosa frase, diz: "Quem obedece nunca erra" e eu decidi minha obediencia a Igreja católica... não troco a minha fé por outra fé...pois tenho comigo que se no final das contas eu houvesse de estar errado, saberei que errei tentando fazer direito.
Já pensou quando chegar o dia final... o dia do julgamento e você percebe que a Igreja esteve certa o tempo todo e Nossa senhora estará lá te esperando... que alegria para aquele que a veneravam, a admiravam, a amavam ao ve-la os recebendo no céu. Em compensação já pensou na cara daqueles que a perseguem, aqueles que não a veneram, daqueles que a ignoram...o "carão" que vão ficar.
Elas por elas, se eu estiver errado, certamente foi tentando fazer direito...e Deus certamente sabe disso!

Paz!

Renato Emanuel

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Acordar para vencer

Não deixe que nada afete seu espírito, sua alma, sua paz!

Envolva-se pela música, ouça, cante e comece a sorrir mais cedo, sobretudo ore com fé.
Ao invés de reclamar quando o relógio despertar, agradeça a Deus pela oportunidade de acordar mais um dia.
O bom humor é contagiante, espalhe-o, fale de coisas boas, de saúde, de sonhos, de amor, fale de Deus para as pessoas, e mesmo quando não falar diretamente sobre Deus, através de suas atitudes será capaz de mostrar o Brilho Dele em você.
Não se lamente!!
Ajude as outras pessoas a perceberem o que há de bom dentro de si.
Não viva emoções mornas ou vazias.
Cultive seu interior.
Extraia o máximo de pequenas coisas.
Seja transparente e deixe que as pessoas saibam que você as estima e precisa dela.
Lembre-se de que nem todos tem a mesma oportunidade mas todos tem o mesmo Deus.
Pense no melhor, trabalhe pelo melhor que o melhor será consequencia em sua vida.
Transforme seus movimentos em oportunidade.
Veja o lado positivo das coisas e assim tornará seu otimismo uma realidade.
Não inveje. Admire!!! Sinta entusiasmo com o sucesso alheio, como seria com o seu próprio.
Não acumule fracassos e sim experiências. Tire proveito dos seus problemas e não se deixe abater por eles.
Tenha fé e energia, acredite!! Você é capaz!
Perdoe!!
Seja grande para os aborrecimentos, pobre para a raiva, forte para vencer o medo e feliz para permitir momentos felizes.
Não viva só para o trabalho.
Finalmente, ria das coisas a sua volta, de seus problemas, de seus erros, ria da vida.
A vida é sagrada e merece ser vista sempre com bons olhos! Aproveite-a da melhor forma possível!
E... ame.
Antes de tudo, ame a você mesmo. Pois está escrito: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo". Como poderei amar ao próximo se não for capaz de me amar também.
Se você se amar bem, amará bem as pessoas, se você se amar mal, não será capaz de amar verdadeiramente a quem esteja ao teu lado...portanto ame, e ame muito...incondicionalmente.

Adaptação: Renato Emanuel
(do livro: É divertido fazer o impossível)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Dogmas de Fé da Igreja

Na Igreja Católica, um dogma é uma verdade absoluta, definitiva, imutável, infalível, inquestionável e "absolutamente segura sobre a qual não pode pairar nenhuma dúvida". Uma vez proclamado solenemente, "nenhum dogma pode ser" revogado ou "negado, nem mesmo pelo Papa ou por decisão conciliar". Por isso, os dogmas constituem a base inalterável de toda a Doutrina católica e qualquer católico é obrigado a aderir, aceitar e acreditar nos dogmas de uma maneira irrevogável.

Os dogmas têm estas características porque um dogma é uma verdade que está contida, implicita ou explicitamente, na imutável Revelação divina ou que tem com ela uma "conexão necessária". Para que estas verdades se tornem em dogmas, elas precisam de ser propostas pela Igreja Católica diretamente à sua fé e à sua doutrina, através de uma definição solene e infalível pelo Supremo Magistério da Igreja (Papa ou Concílio ecuménico com o Papa) e do posterior ensinamento destas pelo Magistério ordinário da Igreja.
Para que tal proclamação ou clarificação solene aconteça, são necessárias duas condições:

**o Sentido deve estar suficientemente manifestado como sendo uma autêntica verdade revelada por Deus;

**a verdade ou doutrina em causa deve ser proposta e definida solenemente pela Igreja como sendo uma verdade revelada e uma parte integrante da fé católica.

Mas, "a definição dos dogmas ao longo da his­tó­­ria da Igreja não quer dizer que tais ver­dades só tardiamente tenham sido re­veladas, mas que se tornaram mais cla­ras e úteis para a Igreja na sua progres­são na fé" [6]. Por isso, a definição gradual dos dogmas não é contraditório com a crença católica de que a Revelação divina é inalterável, definitiva e imutável desde da ascensão de Jesus.
Os mais importantes dog­mas, que tratam de assuntos como a Santíssima Trindade e Jesus Cristo, "fo­ram definidos nos primeiros concílios ecuménicos; o Concílio Vaticano I foi o último a definir verdades dogmá­ti­cas (primado e infalibilidade do Papa)". As definições de dogmas "mais recentes estão a da Imaculada Conceição(1854) e da Assunção de Nossa Senhora(1950)"

A Igreja Católica proclama a existência de muitos Dogmas, sendo 43 o número dos seus principais dogmas. Eles estão subdivididos em 8 categorias diferentes:

Dogmas sobre Deus
Dogmas sobre Jesus Cristo
Dogmas sobre a criação do mundo
Dogmas sobre o ser humano
Dogmas marianos
Dogmas sobre o Papa e a Igreja
Dogmas sobre os sacramentos
Dogmas sobre as últimas coisas

Dogmas sobre Deus


1- A Existência de Deus
"A idéia de Deus não é inata em nós, mas temos a capacidade para conhecê-Lo com facilidade, e de certo modo espontaneamente por meio de Sua obra"

2- A Existência de Deus como Objeto de Fé
"A existência de Deus não é apenas objeto do conhecimento da razão natural, mas também é objeto da fé sobrenatural "

3- A Unidade de Deus
"Não existe mais que um único Deus "

4- Deus é Eterno
"Deus não tem princípio nem fim"

5- Santíssima Trindade
"Em Deus há três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; e cada uma delas possui a essência divina que é numericamente a mesma "

Dogmas sobre Jesus Cristo

6- Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deus por essência
"O dogma diz que Jesus Cristo possui a infinita natureza divina com todas suas infinitas perfeições, por haver sido engendrado eternamente por Deus."

7- Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam
"Cristo é possuidor de uma íntegra natureza divina e de uma íntegra natureza humana: a prova está nos milagres e no padecimento"

8- Cada uma das naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física
"Existem também duas vontades físicas e duas operações físicas de modo indivisível, de modo que não seja conversível, de modo inseparável e de modo não confuso"

9- Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho natural de Deus
"O Pai celestial quando chegou a plenitude, enviou aos homens seu Filho, Jesus Cristo"

10- Cristo imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício
"Cristo, por sua natureza humana, era ao mesmo tempo sacerdote e oferenda, mas por sua natureza Divina, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, era o que recebia o sacrifício."

11- Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz
"Jesus Cristo quis oferecer-se a si mesmo a Deus Pai, como sacrifício apresentado sobre a ara da cruz em sua morte, para conseguir para eles o eterno perdão"

12- Ao terceiro dia depois de sua morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos
"ao terceiro dia, ressuscitado por sua própria virtude, se levantou do sepulcro"

13- Cristo subiu em corpo e alma aos céus e está sentado à direta de Deus Pai
"ressuscitou dentre os mortos e subiu ao céu em Corpo e Alma"

Dogmas sobre a criação do mundo

14- Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada
"A criação do mundo do nada, não apenas é uma verdade fundamental da revelação cristã, mas também que ao mesmo tempo chega a alcançá-la a razão com apenas suas forças naturais, baseando-se nos argumentos cosmológicos e sobretudo na argumento da contingência."

15- Caráter temporal do mundo
"O mundo teve princípio no tempo"

16- Conservação do mundo
"Deus conserva na existência a todas as coisas criadas"

Dogmas sobre o ser humano

17- O homem é formado por corpo material e alma espiritual
"O humano como comum constituída de corpo e alma"

18- O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação
"Pecado, que é morte da alma, se propaga de Adão a todos seus descendentes por geração e não por imitação, e que é inerente a cada indivíduo"

19- O homem caído não pode redimir-se a si próprio
"Somente um ato livre por parte do amor divino poderia restaurar a ordem sobrenatural, destruída pelo pecado"

Dogmas marianos

20- A Imaculada Conceição de Maria
"A Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi por singular graça e privilégio de Deus omnipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original"

21- Maria, Mãe de Deus
"Maria, como uma virgem perpétua, gerara a Cristo segundo a natureza humana, mas quem dela nasce, ou seja, o sujeito nascido não tem uma natureza humana, mas sim o suposto divino que a sustenta, ou seja, o Verbo. Daí que o Filho de Maria é propriamente o Verbo que subsiste na natureza humana; então Maria é verdadeira Mãe de Deus, posto que o Verbo é Deus. Cristo: Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem"

22- A Assunção de Maria
"A Virgem Maria foi assumpta ao céu imediatamente depois que acabou sua vida terrena; seu Corpo não sofreu nenhuma corrupção como sucederá com todos os homens que ressuscitarão até o final dos tempos, passando pela descomposição."

Dogmas sobre o Papa e a Igreja

23-A Igreja foi fundada pelo Deus e Homem, Jesus Cristo
"Cristo fundou a Igreja, que Ele estabeleceu os fundamentos substanciais da mesma, no tocante a doutrina, culto e constituição"

24- Cristo constituiu o Apóstolo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado da jurisdição
"O Romano Pontífice é o sucessor do bem-aventurado Pedro e tem o primado sobre todo rebanho"

25- O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja
"Conforme esta declaração, o poder do Papa é: de jurisdição, universal, supremo, pleno, ordinário, episcopal, imediato"

26- O Papa é infalível sempre que se pronuncia ex cathedra.
"Para compreender este dogma, convém ter na lembrança:
Sujeito da infalibilidade papal é todo o Papa legítimo, em sua qualidade de sucessor de Pedro e não outras pessoas ou organismos (ex.: congregações pontificais) a quem o Papa confere parte de sua autoridade magistral".
O objeto da infalibilidade são as verdades de fé e costumes, reveladas ou em íntima conexão com a revelação divina.
A condição da infalibilidade é que o Papa fale ex catedra:

- Que fale como pastor e mestre de todos os fiéis fazendo uso de sua suprema autoridade.


- Que tenha a intenção de definir alguma doutrina de fé ou costume para que seja acreditada por todos os fiéis. As encíclicas pontificais não são definições ex catedra.
A razão da infalibilidade é a assistência sobrenatural do Espírito Santo, que preserva o supremo mestre da Igreja de todo erro.
A conseqüência da infalibilidade é que a definição ex catedra dos Papas sejam por si mesmas irreformáveis, sem a intervenção ulterior de qualquer autoridade."

27- A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes
"Estão sujeitos à infalibilidade:
- O Papa, quando fala ex catedra
- O episcopado pleno, com o Papa, que é a cabeça do episcopado, é infalível quando reunido em concílio ecuménico ou disperso pelo rebanho da terra, ensina e promove uma verdade de fé ou de costumes para que todos os fiéis a sustentem"

Dogmas sobre os sacramentos

28- O Baptismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo
"Foi dado todo poder no céu e na terra; ide então e ensinai todas as pessoas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo"

29- A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento
"Este Sacramento concede aos batizados a fortaleza do Espírito Santo para que se consolidem interiormente em sua vida sobrenatural e confessem exteriormente com valentia sua fé em Jesus Cristo."

30- A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo
"Foi comunicada aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores o poder de perdoar e de reter os pecados para reconciliar aos fiéis caídos depois do Batismo"

31- A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação
"Basta indicar a culpa da consciência apenas aos sacerdotes mediante confissão secreta"

32- A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo
"Aquele que come Minha Carne e bebe Meu Sangue tem a vida eterna"

33- Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue
"Transubstanciação é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra. Cessam as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o Sangue de Cristo. A Transubstanciação é uma conversão milagrosa e singular diferente das conversões naturais, porque não apenas a matéria como também a forma do pão e do vinho são convertidas; apenas os acidentes permanecem sem mudar: continuamos vendo o pão e o vinho, mas substancialmente já não o são, porque neles está realmente o Corpo, o Sangue, Alma e Divindade de Cristo."

34- A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
"Existe algum enfermo entre nós? Façamos a unção do mesmo em nome do Senhor"

35- A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
"Existe uma hierarquia instituída por ordenação Divina, que consta de Bispos, Presbíteros e Diáconos"

36- O matrimónio é verdadeiro e próprio Sacramento
"Cristo restaurou o matrimónio instituído e bendito por Deus, fazendo que recobrasse seu primitivo ideal da unidade e indissolubilidade e elevando-o a dignidade de Sacramento."

Dogmas sobre as últimas coisas (Novíssimos)

37-A Morte e sua origem
"A morte, na atual ordem de salvação, é consequência primitiva do pecado"

38- O Céu (Paraíso)
"As almas dos justos que no instante da morte se acham livres de toda culpa e pena de pecado entram no céu"

39- O Inferno
"O inferno é uma possibilidade graças a nossa liberdade. Deus nos fez livres para amá-lo ou para rejeitá-lo. Se o céu pode ser representado como uma grande ciranda onde todos vivem em plena comunhão entre si e com Deus, o inferno pode ser visto como solidão, divisão e ausência do amor que gera e mantém a vida. Deve-se salientar que a vontade de Deus é a vida e não a morte de quem quer que seja. Jesus veio para salvar e não para condenar. No limite, Deus não condena ninguém ao inferno. É a nossa opção fundamental, que vai se formando ao longo de toda vida, pelas nossos pensamentos, atos e omissões, que confirma ou não o desejo de estar com Deus para sempre. De qualquer forma, não se pode usar o inferno para convencer as pessoas a acreditar em Deus ou a viver a fé. Isso favorece a criação de uma religiosidade infantil e puramente exterior. Deve-se privilegiar o amor e não o temor. Só o amor move os corações e nos faz adorar a Deus e amar o próximo em espirito e vida."

40- O Purgatório
"As almas dos justos que no instante da morte estão agravadas por pecados veniais ou por penas temporais devidas pelo pecado vão ao purgatório. O purgatório é estado de purificação"

41- O Fim do mundo e a Segunda vinda de Cristo
"No fim do mundo, Cristo, rodeado de majestade, virá de novo para julgar os homens"

42- A Ressurreição dos Mortos no Último Dia
"Aos que crêem em Jesus e comem de Seu corpo e bebem de Seu sangue, Ele lhes promete a ressurreição"

43- O Juízo Universal
"Cristo, depois de seu retorno, julgará a todos os homens."
fontes: wikipédia e CIC

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Infabilidade do Papa


A infalibilidade papal é o dogma da teologia católica, aque afirma que o Papa, quando delibera e define (clarifica) solenemente algo em matéria de fé ou moral (os costumes), ex cathedra, está sempre correcto. Isto porque acredita-se que, na clarificação solene e definitiva destas matérias, o Papa goza de assistência sobrenatural do Espírito Santo, que o preserva de todo o erro.
O uso da infalibilidade é restrito somente às questões e verdades relativas à fé e à moral (costumes), que são divinamente reveladas ou que estão em íntima conexão com a Revelação divina. Uma vez proclamadas e definidas solenemente, estas matérias de fé e de moral transformam-se em dogmas, ou seja, em verdades imutáveis e infalíveis que qualquer católico deve aderir, aceitar e acreditar de uma maneira irrevogável. Logo, a consequência da infalibilidade é que a definição ex catedra dos Papas não pode ser revogada e é por si mesma irreformável.

As declarações de um Papa em ex cathedra não devem ser confundidas com ensinamentos que são falíveis, como uma bula. A infalibilidade papal foi longamente discutida e ensinada como doutrina católica, tendo sido declarada um dogma na Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e infalibilidade do Papa, promulgada pelo Concílio Vaticano I. A Constituição foi promulgada na Quarta Sessão do Concílio, em 18 de julho de 1870, pelo Papa Pio IX.
A parte dispositiva do documento tem o seguinte teor:

"O Romano Pontífice, quando fala "ex cathedra", isto é, quando no exercício de seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina de fé ou costumes que deve ser sustentada por toda a Igreja, possui, pela assistência divina que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro, aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse a sua Igreja na definição da doutrina de fé e costumes. Por isto, ditas definições do Romano Pontífice são em si mesmas, e não pelo consentimento da Igreja, irreformáveis."

Além do Papa, quando ele fala ex cathedra, goza também de infalibilidade o episcopado católico pleno, em união com o Papa, que é a cabeça do episcopado, mas só quando reunido em concílio ecuménico; ou quando, disperso em toda a Terra, o episcopado ensina e promove uma verdade de fé ou de costumes professada e sustentada já por toda a Igreja Católica.

A Igreja Católica acredita no dogma da infalibilidade papal porque ela, governada pelo Papa em união com os seus Bispos, professa que ela é o autêntico "sacramento de Jesus Cristo, a Verdade em pessoa e Aquele que veio trazer as verdades fun­da­mentais" à humanidade para a sua salvação. A Igreja Católica acredita também que este dogma é o "efeito concreto" da "promessa de Cristo de preservar a sua Igreja na verdade.

domingo, 4 de abril de 2010

O que é Genuflexão?

O que é uma genuflexão?

É um ato de adoração pelo qual dobramos nosso joelho direito até tocar o solo e voltamos à posição normal.

Em que momento devemos fazer a genuflexão?
Quando entramos na igreja, antes de sair da igreja e cada vez que passamos na frente do sacrário.

Existe algum outro tipo de genuflexão?
Sim. Devemos genuflectir com os dois joelhos sempre que o Sacrário estiver aberto, ou que um padre estiver elevando a hóstia na consagração de uma missa e que entrarmos nessa hora na igreja, ou ainda se o padre estiver distribuindo a comunhão. Também devemos fazer esta genuflexão com os dois joelhos quando o Santíssimo Sacramento estiver exposto na Custódia, para nossa adoração.

Como se faz esta genuflexão com os dois joelhos?
Devemos nos por de joelhos completamente, fazer uma leve inclinação com a cabeça e nos levantar-mos em seguida.

Além da água benta, da genuflexão e da oração, o que mais se pede quando se entra numa igreja?
Devemos estar vestidos corretamente, sem bermudas ou shorts, sem chinelos (exceto sob recomendação médica devido a problemas de saúde) mas bem calçados, sem camisetas regatas, mas com camisas de mangas. As mulheres não devem entrar na igreja com com mini-saias, blusas decotadas ou que exponham o corpo de forma apelativa.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
Quando não há a presença do Senhor no Santíssimo sacramento, ou quando o sacrário não se encontra atrás do Sagrado Altar, sempre que se passa pelo altar deve se fazer uma reverência, para o Altar!

A inclinação do corpo, ou inclinação profunda, faz-se: ao altar; às orações Purificai o meu coração (Munda cor meum) e De coração humilhado (In spíritu humilitátis); no Símbolo às palavras E encarnou pelo Espírito Santo (Et incarnátus est); no Cânone Romano às palavras Humildemente Vos suplicamos (Supplices te rogamus). Também o diácono faz inclinação profunda ao pedir a bênção, antes da proclamação do Evangelho. Além disso, o sacerdote faz uma pequena inclinação enquanto diz as palavras do Senhor, na consagração.


Renato Emanuel

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Saber escolher

A vida é feita de escolhas, sempre!

Você é quem escolhe o que quer ser, ter, fazer, onde ir, com quem estar, em quem acreditar, no que acreditar...a escolha é sua, sempre sua.
Por mais que em alguns momentos sua decisão dependa de alguém ou de alguma coisa, no fim a escolha sempre é sua.
É você quem escolhe amar ou odiar, lutar ou desistir, sorrir ou chorar, cair ou levantar, fazer o bem ou fazer o mal, praia ou piscina, carne ou queijo, comprar ou alugar, gritar ou silenciar, pedir ou agradecer...enfim, a escolha é sua.
Independente qual seja ela, sempre haverá uma consequencia, para você e para os que convivem contigo.
Deve ter em mente que você é o único responsável por toda e qualquer consequencia resultante da escolha que você faz, ou seja, sua escolha sempre trará uma consequencia para sua vida, seja ela uma consequencia boa ou ruim.
O mais importante é saber escolher, e que no final de tudo...suas escolhas devem sempre te levar aquilo que é Bom, Justo e Santo... resumindo, suas escolhas devem sempre levá-lo a DEUS!

"Faça bem suas escolhas, pois serão elas que farão você"

Renato Emanuel

O que Nele me fascina

"O que me fascina em Jesus não é a capacidade de ressuscitar os mortos, curar os cegos, os paralíticos.

O que me fascina é a sua capacidade e coragem de dizer que Deus é Pai.
Um Pai que tem preferencia pelos piores homens e mulheres deste mundo.
Um Pai que ama os que não merecem ser amados;
Que abraça os que não merecem ser abraçados;
Que escolhe os que não merecem ser escolhidos;
Um Pai que quebra as regras ao nos desconsertar com Seu Amor tão surpreendente.
Um Pai que não quer se ocupar com os erros que você cometeu até os dias de hoje;
Porque o Amor que que Ele tem por você é um Amor cheio de futuro.
Ele não está preso ao seu passado, e a Ele não interessa o que você fez ou deixou de fazer de sua vida;
Para Ele o que importa é o que você ainda pode fazer."

(canção: "Graças Pai" ;autoria de Martin Valverde, interpretada por Padre Fábio de Melo)

Renato Emanuel

Tenha fé

"...e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos."
Apocalipse 7,16

terça-feira, 30 de março de 2010

Milagres Eucarísticos



A revista “Jesus” das Edições Paulinas de Roma, publicou uma matéria do escritor Antonio Gentili, em abril de 1983, pp. 64-67, onde apresenta uma resenha de milagres eucarísticos. Há tempos, foi traçado um “Mapa Eucarístico”, que registra o local e a data de mais de 130 milagres, metade dos quais ocorridos na Itália. São muitíssimos os milagres eucarísticos no mundo todo. Por exemplo, Marthe Robin, uma francesa, milagre eucarístico vivo, alimentou-se durante mais de quarenta anos só de Eucaristia. Teresa Newmann, na Alemanha, durante mais de 36 anos alimentou-se só de Eucaristia.

1 – Lanciano – Itália – no ano 700
Em Lanciano – séc. VIII. Um monge da ordem de São Basílio estava celebrando na Igreja dos santos Degonciano e Domiciano. Terminada a Consagração, que ele realizara, a hóstia transformou-se em carne e o vinho em sangue depositado dentro do cálice. O exame das relíquias, segundo critérios rigorosamente científicos,, foi efetuado em 1970-71 e outra vez em 1981 pelo Professor Odoardo Linoli, catedrático de Anatomia e Histologia Patológica e Química e Microscopia Clínica, Coadjuvado pelo Professor Ruggero Bertelli, da Universidade de Siena. Resultados:

A) A hóstia é realmente constituída por fibras musculares estriadas, pertencentes ao miocárdio.
B) Quanto ao sangue, trata-se de genuíno sangue humano. Mais: o grupo sangüíneo ‘A’ que pertencem os vestígios de sangue, o sangue contido na carne e o sangue do cálice revelam tratar-se sempre do mesmo sangue grupo ‘AB’ (sangue comum aos Judeus). Este é também o grupo que o professor Pierluigi Baima Bollone, da universidade de Turim, identificou no Santo Sudário.
C) Apesar da sua antigüidade, a carne e o sangue se apresentam com uma estrutura de base intacta e sem sinais de alterações substanciais; este fenômeno se dá sem que tenham sido utilizadas substâncias ou outros fatores aptos a conservar a matéria humana, mas, ao contrário, apesar da ação dos mais variados agentes físicos, atmosféricos, ambientais e biológicos.

2 – Orvieto – Bolsena – Itália – 1263
Jesus tinha pedido à Beata Juliana de Cornillon (†1258) a introdução da festa de “Corpus Domini” no calendário litúrgico da Igreja. O Pe. Pedro de Praga, da Boêmia, celebra uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, e então, ocorre o milagre: da hóstia consagrada caem gotas de sangue sobre o corporal… O Papa Urbano IV (1262´1264), residia em Orvieto e ordena ao Bispo Giacomo levar as relíquias de Bolsena a Orvieto. O Papa emitiu a Bula Transiturus de mundo, em 11/08/1264, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, seja celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. Em 1290 foi construída a Catedral de Orvieto, chamada de “Lírio das Catedrais”.

3 – Ferrara – 28/03/1171
Aconteceu este milagre na Basílica de Santa Maria in Vado, no século XII. Propagava-se com perigo a heresia de Berengário de Tours (†1088), que negava a Presença real de Cristo na Eucaristia. Aos 28 de março de 1171, o Pe. Pedro de Verona, com três sacerdotes celebravam a Missa de Páscoa; no momento de partir o pão consagrado, a Hóstia se transformou em carne, da qual saiu um fluxo de sangue que atingiu a parte superior do altar, cujas marcas são visíveis ainda hoje. Há documentos que narram o fato: um “Breve’ do Cardeal Migliatori (1404). – Bula de Eugênio IV (1442), cujo original foi encontrado em Roma em 1975. Mas, a descoberta mais importante deu-se em Londres, em 1981, foi encontrado um documento de 1197 narrando o fato.

4 – Offida – Itália – 1273
Ricciarella Stasio – devota imprudente, realizava práticas supersticiosas com a Eucaristia; em uma dessas profanações, a Hóstia se transformou em carne e sangue. Foram entregues ao pe. Giacomo Diattollevi, e são conservadas até hoje. Há muitos testemunhos históricos sobre este fato.

5 – Sena – Cáscia – Itália – 1330
Hoje este milagre é celebrado em Cássia, terra de Santa Rita de Cássia. Em 1330, um sacerdote foi levar o viático a um enfermo e colocou indevidamente, de maneira apressada e irreverente, uma Hóstia dentro do seu Breviário para levá-la ao doente grave. No momento da Comunhão, abriu o livro e viu que a Hóstia se liquefez e, quase reduzida a sangue, molhou as páginas do Livro. Então o sacerdote negligente apressou-se a entregar o livro e a Hóstia a um frade agostiniano de Sena, o qual levou para Perúgia a pagina manchada de sangue e para Cáscia a outra página onde a Hóstia ficou presa. A primeira página perdeu-se em 1866 mas a relíquia chamada de “Corpus Domini” é atualmente venerada na basílica de Santa Rita.

6 – Turim – Itália – 1453
Na Alta Itália ocorria uma uma guerra furiosa pelo ducado de Milão. Os Piemonteses saquearam a cidade; ao chegarem a Igreja, forçaram o Tabernáculo. Tiraram o ostensório de prata, no qual se guardava o corpo de Cristo ocultando-no dentro de uma carruagem juntamente com os outros objetos roubados, e dirigiram-se para Turim. Crônicas antigas relatam que, na altura da Igreja de São Silvestre, o cavalo parou bruscamente a carruagem – o que ocasionou a queda, por terra, do ostensório – o ostensório se levantou nos ares “com grande esplendor e com raios que pareciam os do sol”. Os espectadores chamaram o Bispo da cidade, Ludovico Romagnano, que foi prontamente ao local do prodígio. Quando chegou, “O ostensório caiu por terra, ficando o corpo de Cristo nos ares a emitir raios refulgentes”. O Bispo, diante dos fatos, pediu que lhe levassem um cálice. Dentro do cálice, desceu a hóstia, que foi levada para a catedral com grande solenidade. Era o dia 9 de junho de 1453. Existem testemunhos contemporâneos do acontecimento (Atti Capitolari de 1454 a 1456). A Igreja de “Corpus Domini” (1609), que até hoje atesta o prodígio.

7 – Sena – Itália – 1730
Na Basília de São Francisco, em Sena, pátria de Santa Catarina de Sena, durante a noite de 14 para 15 de março de 1730, foram jogadas no chão 223 hóstias consagradas, por ladrões que roubaram o cibório de prata onde elas estavam. Dois dias depois, as Hóstias foram achadas em caixa de esmolas misturas com dinheiro. Elas foram limpadas e guardadas na Basílica de São Francisco; ninguém as consumiu; e logo o milagre aconteceu visto que com o passar do tempo as Hóstias não se estragaram, o que é um grande milagre. A partir de 1914 foram feitos exames químicos que comprovaram pão em perfeito estado de conservação.

8 – Milagre Eucarístico de Santarém – Portugal (1247)
Aconteceu no dia 16 de fevereiro de 1247, em Santarém, 65 km ao norte de Lisboa. O milagre se deu com uma dona de casa, Euvira, casada com Pero Moniz, a qual sofrendo com a infidelidade do marido, decidiu consultar uma bruxa judia que morava perto da igreja da Graça. Esta bruxa prometeu-lhe resolver o problema se como pagamento recebesse uma Hóstia Consagrada. Para obter a Hóstia, a mulher fingiu-se de doente e enganou o padre da igreja de S. Estevão, que lhe deu a sagrada Comunhão num dia de semana. Assim que ela recebeu a Hóstia, sem o padre notar, colocou-a nas dobras do seu véu. De imediato a Hóstia começou a sangrar. Assustada, a mulher correu para casa na Rua das Esteiras, perto da Igreja e escondeu o véu e a Hóstia numa arca de cedro onde guardava os linhos lavados. À noite o casal foi acordado com uma visão espetacular de Anjos em adoração à sagrada Hóstia sangrando. Varias investigações eclesiásticas foram feitas durante 750 anos. As realizadas em 1340 e 1612 provaram a sua autenticidade. Em 5 de abril de 1997, por decreto de D. Antonio Francisco Marques, Bispo de Santarém, a Igreja de S. Estevão, onde está a relíquia, foi elevada a Santuário Eucarístico do Santíssimo Sangue.

9 – Faverney, na França, em 1600
O Milagre Eucarístico que aconteceu em Faverney, na França consistiu numa notável demonstração sobrenatural de superação da lei da gravidade. Faverney está localizado a 20 quilômetros de Vesoul, distante 68,7 quilômetros de Besançon.Um dos noviços chamado Hudelot, notou que o Ostensório que se encontrava junto Santíssimo Sacramento sobre o Altar, elevou-se e ficou suspenso no ar e que as chamas se inclinavam e não tocavam nele. Os Frades Capuchinhos de Vesoul também apressaram-se para observar e testemunhar o fenômeno. Embora os monges com a ajuda do povo, conseguiram apagar o incêndio que queria consumir toda a Igreja, o Milagre não cessou, o Ostensório com JESUS Sacramentado continuou flutuando no espaço.

10 – Em Stich, Alemanha, 1970
Na região Bávara da Alemanha, junto à fronteira suíça, em 9 de junho de 1970, enquanto um padre visitante da Suíça estava celebrando uma Missa numa capela, uma série incomum de eventos aconteceu. Depois da Consagração, o celebrante notou que uma pequena mancha avermelhada começou a aparecer no corporal, no lugar onde o cálice tinha estado descansando. Desejando saber se o cálice tinha começado a vazar, o padre correu a mão dele debaixo do cálice, mas achou-o completamente seco. A esta altura, a mancha crescera, atingindo o tamanho de uma moeda de dez centavos. Depois de completar a Missa, o padre inspecionou todo o altar, mas não conseguiu encontrar qualquer coisa que pudesse ser remotamente a fonte da mancha avermelhada. Ele trancou o corporal que apresentava a mancha num local seguro, até que pudesse discutir o assunto com o pároco.

Fonte: Prof. Felipe Aquino – http://www.cleofas.com.br/

Domingo de Ramos

A Semana Santa começa no domingo chamado de Ramos porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples que o aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”.

Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia há poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos Profetas; mas esse povo tinha se enganado no tipo de Messias que ele era. Pensavam que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.
Para deixar claro a este povo que ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, Ele entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo!
Dessa forma o Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: "Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".
Os Ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que ela é desvalorizada e espezinhada.
Os Ramos sagrados que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.
O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rápido. Ela nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.
A Missa do domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a paixão de Jesus: sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os mau tratos nas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás; seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, seu diálogo com o bom ladrão, sua morte e sepultura.
A entrada "solene" de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte. Jesus que conhecia o coração dos homens não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas!
Quantas lições nos deixam esse domingo de Ramos?!
O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o seu Reino de fato não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas veio para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la.
A muitos ele decepcionou; pensavam que ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.
O domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo "light", adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.
O domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades, das facilidades, para nos colocar diante Daquele que veio ao mundo para salvar este mundo.

fonte: site da Comunidade Canção Nova

Lava-pés

 
"O Senhor convida-nos a imitar a sua humildade, a confiar-nos a ela"
 
Deus ama a sua criatura, o homem; ama-o também na sua queda e não o abandona a si mesmo. Ele ama até ao fim. Vai até ao fim com o seu amor, até ao extremo: desce da sua glória divina. Depõe as vestes da sua glória divina e reveste-se com as do servo. Desce até à extrema baixeza da nossa queda. Ajoelha-se diante de nós e presta-nos o serviço do servo; lava os nossos pés sujos, para que possamos ser admitidos à mesa de Deus, para que nos tornemos dignos de nos sentarmos à sua mesa o que, por nós mesmos, nunca podemos nem devemos fazer.


Deus não é um Deus distante, demasiado distante e grande para se ocupar das nossas insignificâncias. Deus desce e torna-se escravo, lava-nos os pés para que possamos estar na sua mesa. Exprime-se nisto todo o mistério de Jesus Cristo. Nisto se torna visível o que significa redenção. O banho no qual nos lava é o seu amor pronto para enfrentar a morte. Só o amor tem aquela força purificadora que nos tira a nossa impureza e nos eleva às alturas de Deus.

Ele é continuamente este amor que nos lava; nos sacramentos da purificação o batismo e o sacramento da penitência Ele está continuamente ajoelhado diante dos nossos pés e presta-nos o serviço do servo, o serviço da purificação, torna-nos capazes de Deus. O seu amor é inexaurível, vai verdadeiramente até ao fim.

"Vós estais limpos, mas não todos", diz o Senhor (Jo 13, 10).

Nesta frase revela-se o grande dom da purificação que Ele nos faz, porque deseja estar à mesa juntamente conosco, deseja tornar-se o nosso alimento. "Mas não todos" existe o obscuro mistério da recusa, que com a vicissitude de Judas nos torna presentes e, precisamente na Quinta-Feira Santa, no dia em que Jesus faz a oferenda de Si, nos deve fazer refletir. O amor do Senhor não conhece limites, mas o homem pode pôr-lhe um limite.

"Vós estais limpos, mas não todos": o que é que torna o homem impuro? É a recusa do amor, o não querer ser amado, o não amar. É a soberba que julga não precisar de purificação alguma, que se fecha à bondade salvífica de Deus. É a soberba que não quer confessar nem reconhecer que precisamos de purificação.

Em Judas vemos a natureza desta recusa ainda mais claramente. Ele avalia Jesus segundo as categorias do poder e do sucesso: para ele só o poder e o sucesso são realidades, o amor não conta. E ele é ávido: o dinheiro é mais importante do que a comunhão com Jesus, mais importante do que Deus e o seu amor. E assim torna-se também mentiroso, ambíguo e vira as costas à verdade; quem vive na mentira perde o sentido da verdade suprema, de Deus. Desta forma ele endurece-se, torna-se incapaz da conversão, da volta confiante do filho pródigo, e deita fora a vida destruída.

"Vós estais limpos, mas não todos". Hoje, o Senhor admoesta-nos perante aquela auto-suficiência que põe um limite ao seu amor ilimitado. Convida-nos a imitar a sua humildade, a confiar-nos a ela, a deixar-nos "contagiar" por ela. Convida-nos por muito desorientados que nos possamos sentir a voltar para casa e a permitir que a sua bondade purificadora nos reanime e nos faça entrar na comunhão da mesa com Ele, com o próprio Deus.

O Senhor limpa-nos da nossa indignidade com a força purificadora da sua bondade. Lavar os pés uns aos outros significa sobretudo perdoar-nos incansavelmente uns aos outros, recomeçar sempre de novo juntos, mesmo que possa parecer inútil. Significa purificar-nos uns aos outros suportando-nos mutuamente e aceitando ser suportados pelos outros; purificar-nos uns aos outros doando-nos reciprocamente a força santificadora da Palavra de Deus e introduzindo-nos no Sacramento do amor divino.

O Senhor purifica-nos e, por isso, ousamos aceder à sua mesa. Peçamos-lhe que conceda a todos nós a graça de podermos ser, um dia e para sempre, hóspedes do eterno banquete nupcial.

Amém!

© Copyright 2006 - Libreria Editrice Vaticana

Papa Bento XVI

fonte: Site da Comunidade Canção Nova

Páscoa em algumas línguas


Alemão - Ostern
Árabe- عيد الفصح (ʿĪdu l-Fiṣḥ)
Basco - Bazko
Búlgaro Пасха (Paskha)
Catalão - Pasqua
Espanhol - Pascua
Esperanto - Pasko
Finlandês - Pääsiäinen
Francês - Pâques
Friulano - Pasche
Georgiano -(Aghdgoma)
Grego - Πάσχα (Páscha)
Húngaro - Húsvét
Inglês - Easter
Irlandês - Cáisg
Islandês - Paska
italiano - Pasqua
Latim - Pascha ou Festa Paschalia
Letão - Lieldienas
Neerlandês - Pasen
Norueguês - Påske
Polonês - Wielkanoc
Português - Páscoa
Romeno - Paşti
Russo - Пасха (Paskha)
Sueco - Påsk
Turco - Paskalya
Ucraniano - Великдень (Velikden)

Símbolos da Páscoa

Ovo

De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças.
Nas culturas pagãs, o ovo trazia a idéia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.
Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.
Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.
A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.
A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.

Coelho
O coelho é um mamífero roedor que passa boa parte do tempo comendo. Ele tem pêlo bem fofinho e se alimenta de cenouras e vegetais. O coelho precisa mastigar bem os alimentos, para evitar que seus dentes cresçam sem parar.
Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.

Cordeiro
O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.
Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.
Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

Círio Pascal
É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos".
Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.

Girassol
O girassol é uma flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande. Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.
O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astrorei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida

Pão e Vinho
O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.
Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da páscoa num lugar seguro.
Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.
A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura" [3].
A páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.
Hoje, comemoramos a páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.

Colomba Pascal
O bolo em forma de "pomba da paz" significa a vinda do Espírito Santo. Diz a lenda que a tradição surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro teria presenteado o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez, teria poupado a cidade de uma cruel invasão graças ao agrado.

Sinos
Muitas igrejas possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as celebrações.
O sino é um símbolo da páscoa. No domingo de páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.

Quaresma
Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração. Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto.

 Óleos santos
Na antiguidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças. Para nós cristãos, os óleos simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o evangelho de Jesus Cristo.

fonte:http://www.cancaonova.com/

Páscoa nas tradições pagãs

Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Antes, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos.

Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não um coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.

Fonte: wikipédia

Páscoa

A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem através do grego Πάσχα) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 da Era Comum. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de “passagem”, comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

A última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos é narrada nos Evangelhos e é considerada, geralmente, um “sêder** do pesach” – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos ativermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pessach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta mesma festividade.

**Sêder (em hebraico סדר, ou seja, "ordem") é uma palavra que dentro do Judaísmo pode ser aplicado de diversas formas :
As leituras da Torá de acordo com o antigo ciclo trianual palestino. As divisões da leitura eram chamadas sedarim.
Uma das seis ordens (seções maiores) da Mishná.
Uma ordem de orações que constituem uma liturgia, como por exemplo O Seder de Rav Amram
O Sêder de Pessach.
Hemdat ha-Yamim, modelado como o Sêder de Pessach, sendo um sêeder preparado para a festa judaica de Tu B'shevat.

Catecismo da Igreja Católica


"Vos anunciamos a Boa Nova de que a Promessa Feita aos pais, Deus a cumpriu em nós, os filhos, ao ressuscitar Jesus" (At 13,32-33). A ressurreição de Jesus é a verdade culminante de nossa fé em Cristo, crida e vivida pela primeira comunidade cristã como verdade central, transmitida como fundamental pela Tradição, estabelecida nos documentos do novo Testamento, predicada como parte essencial do Mistério Pascal ao mesmo tempo que a Cruz: Cristo ressuscitou dentre os mortos.

Com sua morte venceu a morte. "Aos mortos deu a vida".

O mistério da ressurreição de Cristo é um acontecimento real que teve manifestações historicamente comprovadas como o testifica o Novo Testamento. Já São Paulo, no ano 56, pôde escrever aos Coríntios: "Porque vos trasmiti, em primeiro lugar, o que por minha vez recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado e que ressucitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que se apareceu a Cefas e depois aos Doze" (1Cor 15, 3-4). O apóstolo fala aqui da tradição viva da Ressurreição que recebeu depois de sua conversão às portas de Damasco (ver At 9,3-18).

"Por que buscar entre os mortos àquele que está entre os vivos? Não está aqui, ressuscitou (Lc 24,5-6). No marco dos acontecimentos da Páscoa, o primeir elemento que que é encontrado é o sepulcro vazio. Não é em si uma prova direta, A ausência do corpo de Cristo no sepulcro poderia ser explicada de outro modo (ver Jo 10,13; Mt 28,11-15). Apesar disso, o sepulcro vazio constituiu para todos um sinal essencial. Seu descobrimento pelos discípulos foi o primeiro passo para o reconhecimento do fato da Ressurreição. No caso, em primeiro lugar, das santas mulheres (ver Lc 24,3.22-23), depois de Pedro (ver Lc 24,12). "O discípulo que Jesus amava" (Jo 20,2) afirma que, ao entrar no sepulcro vazio e ao descobrir "as vendas no chão" (Jo 20,6) "viu e acreditou" (Jo 20,8). Isso supõe que constatou no estado do sepulcro vazio (ver Jo, 20,5-7) que a ausência do corpo de Jesus não poderia ter sido obra humana e que Jesus não teria voltado simplesmente a uma vida terrena como havia sido o caso de Lázaro (ver Jo 11,44).

Maria Madalena e as santas mulheres, que iam embalsamar o corpo de Jesus enterrado às pressas na tarde da Sexta-feira pela chegada do Sábado (ver Jo 19,31.42), foram as primeiras a encontrar o Ressuscitado. Assim as mulheres foram as primeiras mensageiras da Ressurreição de Cristo para os própios apóstolos (ver Lc 24,9-10). Jesus apareceu em seguida a eles, primeiro a Pedro, depois aos Doze. Pedro, chamado a confirmar na fé seus irmãos, vê portanto o Ressuscitado antes dos demais e sobre seu testemunho se apoia a comunidade quando exclama: "É verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!" (Lc, 24,34).

Tudo o que aconteceu nestas jornadas pascais compromete a cada um dos apóstolos -e a Pedro em particular- na construção a nova era que começou na manhã de Páscoa. Como testemunhas do Ressuscitado, os apóstolos são as pedras de fundação de sua Igreja. A fé da primeira comunidade de fiéis se funda no testemunho de homens concretos, conhecidos dos cristãos e, para a maioria, vivendo entre eles ainda. Estes "testemunhas da Ressurreição de Cristo" (ver At 1,22) são principalmente Pedro e os Doze, mas não somente eles: Paulo fala claramente de mais de quinhentas pessoas às quais jesus apareceu de uma só vez, além de Santiago e de todos os apóstolos (ver 1Cor 15,4-8).

Diante destes testemunhos é impossível interpretar a Ressurreição de Cristo fora da ordem física, e não reconhecê-lo como um fato histórico. Sabemos pelos fatos que a fé dos discípulos foi submetida à prova radical da paixão e da morte na cruz de seu mestre, anunciada por Ele de antemão (ver Lc 22,31-32). A sacudida provocada pela paixão foi tão grande que (pelo menos, alguns deles) não acreditaram em seguida na notícia da ressurreição. Os evangelhos, longe de nos mostrar uma comunidade acometida por uma exaltação mística, nos apresentam os discípulos abatidos e assustados. Por isso não acreditaram nas santas mulheres que voltavam do sepulcro e "suas palavras pareciam desatinos" (Lc 24,11). Quando Jesus se manifesta aos onze na tarde de Páscoa, "jogou-lhes na cara sua incredulidade e sua dureza de cabeça por não ter acreditado nos que o tinham visto ressuscitado" (Mc 16,14).

Tão impossível lhes parece que, até mesmo colocados diante da realidade de Jesus ressuscitado, os discípulos ainda duvidam: creem ver um espírito. "Não acabam de acreditar por causa da alegria e estavam assustados" (Lc 24,41). Tomás conhecerá a mesma prova da dúvida e, na última aparição na Galiléia referida por Mateus, "alguns entretanto duvidaram" (Mt 28, 17). Por isto a hipótese segundo a qual a ressurreição teria sido um 'produto' da fé (ou da credulidade) dos apóstolos não tem consistência. Pelo contrário, sua fé na Ressurreição nasceu sob a ação da graça divina- da experiência direta da realidade de Jesus ressuscitado."

"Que noite tão ditosa -canta o «Exultet» de Páscoa-, só ela conheceu o momento em que Cristo ressuscitou dentre os mortos!". Com efeito, ninguém foi testemunha ocular do acontecimento da Ressurreição e nenhum evangelista o descreve. Ninguém pode dizer como aconteceu fisicamente. Menos ainda, sua essência mais íntima, a passagem à outra vida, foi perceptível aos sentidos. Acontecimento histórico demostrável pelo sinal do sepulcro vazio e pela realidade dos encontros dos apóstolos com Cristo ressuscitado, entretanto não por isso a Ressurreição seja alheira ao centro do Mistério da fé naquilo que transcende e sobrepassa à história. Por isso, Cristo ressuscitado não se manifesta ao mundo senão a seus discípulos, "aos que haviam subido com ele da Galiléia à Jerusalém e que agora são suas testemunhas perante o povo" (Hch 13,31).

"Se Cristo não ressuscitou, vã é nossa pregação, vã também vossa fé" (1Cor 15,14). A Ressurreição constitui principalmente a confirmação de tudo o que Cristo fez e ensinou. Todas as verdades, inclusive as mais inacessíveis ao espírito humano, encontram sua justificativa se Cristo, ao ressuscitar, deu a prova definitiva de sua autoridade divina segundo o havia prometido.

A Ressurreição de Cristo é cumprimento das promessas do Antigo Testamento e do próprio Jesus durante sua vida terrena. A expressão "segundo as Escrituras" (ver 1 Cor 15,3-4 e o Símbolo Niceno-Constantinopolitano) indica que a Ressurreição de Cristo cumpriu estas pregações.

á um duplo aspecto no mistério pascal: por sua morte nos liberta do pecado, por sua Ressurreição nos abre o acesso a uma nova vida. Esta é, em primeiro lugar, a justificativa que nos devolve à graça de Deus "afim de que, assim como Cristo ressuscitou dentre os mortos... assim também nós vivamos uma nova vida" (Rm 6,4). Consiste na vitória sobre a morte e o pecado e na nova participação na graça. Realiza a adoção filial porque os homens se convertem em irmãos de Cristo, como Jesus mesmo chama a seus discípulos depois de sua Ressurreição: "Ide, avisai a meus irmãos" (Mt 28,10; Jo 20,17). Irmãos não por natureza, mas por dom da graça, porque esta filiação adotiva confere uma participação real na vida do Filho único, a que revelou plenamente em sua Ressurreição.

Por último, a Ressurreição de Cristo –e o próprio Cristo ressuscitado- é princípio e fonte de nossa ressurreição futura: "Cristo ressuscitó dentre os mortos como primícia dos que dormiram... do mesmo modo que en Adão morrem todos, assim também todos reviverão em Cristo" (1Cor 15, 20-22). Na espera de que isto se realize, Cristo ressuscitado vive no coração de seus fiéis. Nele os cristãos "saboreiam os prodígios do mundo futuro" (Hb 6,5) e sua vida é transportada por Cristo ao seio da vida divina "para que já não vivam para si os que vivem, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles" (2Cor 5,15).

fonte: http://www.wikipedia.org/ e Catecismo da Igreja Católica

Ele Ressuscitou! Aleluia, pois Ele Vive!

Homenagem da Juventude Católica a João Paulo II, inesquecível!

E você? O que faria? (Ative a legenda em Português na barra do video)